Conhecemos o surdo?
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um sistema linguístico visual, em que as palavras são articuladas por meio de sinais, que se organizam em frases e estas, em textos ou discursos.
A Libras, como sistema de comunicação dos surdos, é chamada de língua e não linguagem, pois é tão complexa como a língua oral, com características gramaticais próprias, possuindo todos os níveis de análise das outras línguas, sua própria sintaxe e o seu próprio vocabulário.
A diferença mais visível em relação às línguas orais é o fato de a Libras ser uma língua de modalidade visual-espacial: realizada por meio de gestos e expressões com as mãos, a cabeça e o corpo, é percebida pelo receptor através da visão. Por essa razão, a Libras é diferente de qualquer língua falada, oral-auditiva por natureza.
Atualmente, podemos dizer que a Libras não é conhecida pela população ouvinte e por uma parcela de surdos, pois muitos pais ainda consideram a Língua de Sinais como primitiva, ou inferior, à língua falada, privando os filhos de terem contato com esse recurso. Muitos surdos se tornam adultos sem conseguir estabelecer uma comunicação eficiente com os pais e, consequentemente, com a sociedade.
Por muito tempo, as pessoas avaliaram mal o conhecimento dos surdos, fazendo com que se sentissem oprimidos e incompreendidos. Essa postura vai de encontro à necessidade de ser compreendido, inerente a todos os seres humanos. Em contraste a essa situação, muitos surdos se sentem completamente “capacitados”, comunicam-se com os seus pares fluentemente, possuem um nível mais elevado de autoestima e alcançam bom desempenho acadêmico e social.
Devido aos maus entendimentos dos ouvintes em relação aos surdos, muitos ainda desconfiam dos ouvintes, mas quando estes se mostram sinceramente interessados em compreender a cultura surda e a Língua de Sinais e vislumbram os surdos como pessoas “capacitadas”, todos se beneficiam.
Autoria: Andresa Vaniele Barbosa Pereira – Especialista em Educação Especial e Libras. Docente da Faculdade de José Bonifácio. Disponível em http://www.fjb.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=316:conhecemos-o-surdo&catid=51:artigos&Itemid=11
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