terça-feira, 3 de setembro de 2013

Sugestões de Materiais Pedagógicos para Alunos Surdos II

Materiais elaborados por Discentes dos Cursos de Letras e Pedagogia da Faculdade de José Bonifácio - UNIESP

Calendário

Jogo dos Esportes

Jogo das Cores


Ludo

Alfabeto Móvel

Pescaria dos Alimentos

Corpo Humano

Twister

Imagem e ação

Jogo para Alfabetização


Capa para Livro em Libras

Pescaria (cálculos)

Jogo para Alfabetização

Jogo das Formas


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Curso de Aperfeiçoamento em Acessibilidade na Atividade Física Escolar (EAD - Grátis)

   




 INSCRIÇÕES DE 07 DE JANEIRO A 06 DE FEVEREIRO DE 2015


O Curso de Aperfeiçoamento em Acessibilidade na Atividade Física Escolar é voltado para professores da rede pública de ensino. Seu principal objetivo é possibilitar a formação adequada de profissionais para atuarem com Educação Inclusiva em escolas regulares, ou seja, capacitar professores de diferentes partes do Brasil por meio da disseminação de conhecimentos relativos ao trabalho educacional com pessoas com deficiência.
Com duração de cinco meses, o curso é oferecido gratuitamente na modalidade à distância, em todo país, pelo Núcleo de Pesquisa em Inclusão, Movimento e Ensino a Distância da UFJF (NGime). São mil vagas por turma, sendo geralmente duas ofertas por ano. O curso está incluso no Programa da Rede de Formação Continuada da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC).
Metodologia
A utilização de Tecnologias de Informação e Comunicação aplicadas à educação tem modificado a relação entre alunos e professores. Com a adoção de práticas pedagógicas que se utilizam de ferramentas interativas, propiciadas pelas novas tecnologias, é possível uma participação colaborativa e contributiva dos alunos no desenvolvimento de cursos na modalidade a distância.
No nosso curso, o aluno conta com o suporte de materiais didáticos em dois ambientes virtuais de aprendizagem (AVA): a Plataforma Moodle e o site do NGime.
Do aluno, espera-se o acompanhamento das ações propostas nestes ambientes virtuais, com participação nas atividades solicitadas na Plataforma Moodle como fóruns, tarefas, questionários, wikis, entre outras. Disponibilizamos aos alunos ainda, material didático elaborado por professores especializados nas respectivas áreas do conhecimento, além de aulas em formato de apresentação digital.
Apoio Pedagógico
Oferecemos aos alunos todo o suporte pedagógico realizado por doutores e mestres para o desenvolvimento e aprendizado do aluno nessa modalidade de ensino. Além disso, o papel do tutor/professor será o de facilitador, aquele que criará as situações de aprendizagem e a relação privilegiada entre os alunos. A aprendizagem será estabelecida como um processo social, onde o ato de ensinar ocorrerá através de uma série de relações interativas que buscará conduzir o aluno à elaboração de representações pessoais sobre o objeto de aprendizagem. Neste processo, serão considerados os fatores culturais, a experiência acumulada do aluno e a utilização de instrumentos que lhe permitam construir uma interpretação pessoal e contextualizada na sua realidade sobre o objeto de estudo. Isso significa uma interação direta entre alunos e tutores e uma redefinição de papéis, onde os mesmos são coparticipantes do processo de ensino/aprendizagem.
Avaliação
A avaliação de cada disciplina pode variar em função das orientações dos professores responsáveis pela mesma ou de necessidades contextuais vigentes no momento da sua implantação. Desse modo, o processo avaliativo será composto por atividades que estimulam a cooperação horizontal (entre os estudantes) e a vertical (entre estudantes, tutores e professores), definidas no início de cada disciplina.
Certificação
Ao término do curso, o aluno poderá solicitar uma declaração de conclusão para ser utilizada até que o certificado, emitido pela UFJF, com o número de registro do MEC, fique pronto. O prazo de entrega deste é de 8 a 12 meses.


 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Seminário Internacional sobre Bilinguismo Formação de Intérprete Guia-Intérprete Educacional

Seminário Internacional sobre Bilinguismo 
Formação de Intérprete 
Guia-Intérprete Educacional

17 e 18 de Setembro de 2013


Fortalecendo o Bilinguismo


As crianças e os jovens surdos têm como grande desafio viver entre dois mundos: aquele que se comunica por uma língua de sinais e aquele que utiliza as formas oral e escrita. Longe de serem espaços antagônicos, esses dois universos são complementares e a pessoa com deficiência auditiva só terá a ganhar se for capacitada para transitar com desenvoltura por ambos.

Educadores bem preparados têm papel fundamental para auxiliá-los nessa jornada. E para contribuir com a formação desses profissional, nos dias 17 e 18 de setembro acontece em São Paulo o Seminário Internacional de Bilinguismo e Formação de Intérprete/Guia-Intérprete Educacional, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Para que os diferentes eixos de debate e visões sejam contemplados, foram programadas mesas-redondas sobre o ensino de Libras como primeira língua e do Português como um segundo idioma; a relação entre o intérprete, o guia-intérprete e o professor interlocutor; e sobre a formação do intérprete e do guia-intérprete no Brasil e no exterior.

Além do debate de questões cruciais para o desenvolvimento da educação inclusiva, outra preocupação é possibilitar o acesso a conhecimentos práticos, o que acontecerá nas nove Oficinas programadas. Nessas Oficinas, assim como no seminário, estarão presentes especialistas ligados a universidades, instituições e redes públicas de ensino.

Esperamos com isso contribuir para a atualização e troca de experiências dos educadores envolvidos com a temática do ensino de alunos surdos e surdocego, com objetivo de aperfeiçoar a qualidade da educação oferecida pelas redes públicas a esses públicos.


Programação Preliminar

Dia 17/09

08h30Abertura
09h30Palestra: Proposta de Educação Bilíngue para Surdos
Cristina Broglia Feitosa de Lacerda – UFSCAR
10h00 - 13h00TEMA: Bilinguismo e a Formação de Profissionais
10h00 - 11h30MESA-REDONDA: Aquisição da Língua de Sinais como 1ª língua para Surdos
  • Myrna Salerno – UFRJ
  • Karen Strobel – UFSC
  • Adriana Horta de Matos - CAPE
11h30 - 13h00MESA-REDONDA: Ensino de Português como 2ª língua para Surdos
  • Neiva de Aquino Albres – UFSCAR
  • Maria Cecília de Moura – PUCSP
  • Mirtes Issai Hayakawa e Cibelle Carlos Souza Lima – Centro de Educação de Surdos Rio Branco
14h30 - 15h30Intérprete e Guia–intérprete Educacional – Professor Interlocutor
Práticas e Necessidades Formativas
  • Prof. Leonardo Peluso – Uruguai
  • Ana Claudia Balieiro Lodi- USP Ribeirão Preto
  • Ximena Serpa – Colômbia 1 – Guia Intérprete
  • Mariângela Carvalho Dezotti - (CAPE - Secretaria Estadual Educação – Professor Interlocutor)
16h00 – 18h00Oficina 1 – (2 dias) – Ensino de Português como Segunda Língua 
Maria Cristina da Cunha Pereira – PUC

Oficina 2 – (2 dias) – Sistemas de Comunicação de Pessoas com Surdocegueira Adquirida
Dalva Rosa Watanabe - AHIMSA

Oficina 3 – (2 dias) – Comunicação Háptica para Pessoas com Surdocegueira Adquirida
Eduardo Ruas – AHIMSA 

Oficina 4 - (1 dia) – A Importância e os Desafios no Ensino da Libras para as Famílias dos Surdos
Simone Spadafora - Instituto Adhara 

Dia 18/09


9h00 - 10h00Palestra: Procedimentos Técnicos de Interpretação
Emeli Marques Costa Leite
10h00 – 12h30TEMA: Formação de Intérprete e de Guia-intérprete 

Experiência Nacional de Formação de Intérprete e de Guia-intérprete de Libras
  • Marcus Vinícius Batista Nascimento - PUC-SP e Instituto Singularidades
  • Shirley Rodrigues Maia – AHIMSA
  • Ronice Müller de Quadros - (Letras e Libras) UFSC
Experiências Internacionais na Formação de Intérprete e de Guia-intérprete

  • Ximena Serpa – Colômbia
  • José Ednilson Júnior – Associação Internacional de Intérpretes de Língua de Sinais
  • Willian Aaron Rudner - PUC/RJ
14h00 – 16h00Oficina 5 – (1 dias) – Importância da LIBRAS como Ferramenta de Aprendizagem Sibelle Traldi- SELI

Oficina 6 – (1 dias) – Atendimento Educacional Especializado para Pessoa com Surdez - Serviços de Apoio a Inclusão na Rede Pública
Aline Crociari Maurício- PCNP Educação Especial e Disleine Denise Neris Resende – Professor sala de recursos –DA - CAPE

Oficina 7 – (1 dias) – Práticas Interpretativas na Esfera Educacional
Vânia de Aquino Albres Santiago - UFSCAR 

Oficina 8 - (1 dia) – Recursos Pedagógicos para o Ensino de Português para Surdos Marcia Cristina Villagra Caravieri - Instituto Santa Terezinha
16h00 – 18h00Oficina 1 – (2 dias) – Ensino de Português como Segunda Língua 
Maria Cristina da Cunha Pereira – PUC

Oficina 2 – (2 dias) – Sistemas de Comunicação de Pessoas com Surdocegueira Adquirida
Dalva Rosa Watanabe - AHIMSA

Oficina 3 – (2 dias) – Comunicação Háptica para Pessoas com Surdocegueira Adquirida
Eduardo Ruas – AHIMSA 

Oficina 9 - (1 dia) – Intervenção Precoce
Sandra Regina Leite de Campos - Colégio Rio Branco


Local do evento

    Hotel Maksoud Plaza - São Paulo

Hotel Maksoud Plaza - São Paulo

  • Data: 17 e 18 de Setembro de 2013
  • Rua Alameda Campinas, 150
  • Cerqueira César - SÃO PAULO
  • Informações: +55 (11) 3145-8000

Inscrições: http://sib.sedpcd.sp.gov.br/inscricao.php

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

XII Congresso Internacional e XVIII Seminário do Instituto Nacional de Educação de Surdos



Pré-congresso de 23 a 24 de setembro de 2013 
Congresso de 25 a 27 de setembro de 2013

Local: Rio Othon Palace Hotel
Av. Atlântica, 3.264 – Copacabana




Esse ano o XII Congresso Internacional do Instituto Nacional de Educação de Surdos vai tratar da Educação de Surdos em países de língua portuguesa.

No filme de Victor Lopes Língua: vidas em português, o escritor José Saramago nos diz que há línguas em português.  Alinhados a essa compreensão, estaremos debatendo e apresentando projetos desenvolvidos e a serem desenvolvidos no Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, relativos à educação de surdos em que do mesmo modo há línguas em língua de sinais.

Destacamos a importância desse momento em que a produção científica sobre a língua de sinais se intensifica com a ampliação de pesquisas, elaboração de glossários e dicionários em diversos países.

O encontro de profissionais surdos e ouvintes, oriundos de países de língua portuguesa, favorece a troca de experiências fortalecendo o debate central hoje no campo da educação de surdos que é a consolidação do ensino bilíngue e o acesso aos conteúdos da produção acadêmica, do entretenimento e da cultura.
Solange Maria da Rocha
Diretora Geral do INES 

Trabalhos científicos:http://www.congressoines2013.com.br/Inscricao/trabalhoscientificos
EU VOU!!!! 

Documentário - Ser é Ver Sentir

Documentário - Ser é Ver Sentir





Documentário interessantíssimo que aborda a surdez não como uma deficiência física, mas como uma cultura própria de um grupo que usa a língua de sinais para se comunicar.
Mais do que mãos e olhos envoltos de significantes e enunciações. Um universo visual e gestual se alinha à cultura do olhar. Helayne não entendia as palmas em volta de um bolo com velas acesas. Shirley pensava que todas as crianças eram surdas, não entendia porque moviam a boca. Sentidos incompletos na via paralela dos incompreensíveis decibéis, no entanto, sendo produzidos no poder sideral de registro dos olhos. A surdez que se narra com marcas culturais em relevo. Um documentário que põe o espelho para que os sujeitos surdos definam como se veem. Por meio dos depoimentos, é possível compreender sua experiência linguística e sensorial como domínios da Cultura Surda. Ser surdo é Ver-se, é Sentir-se.






FICHA TÉCNICA:

Título original: SER É VER SENTIR – A surdez falando de si

Direção: Raphael Barbosa / Tiago Crateús

Roteiro: Tiago Crateús

Edição: Carlos Santana

Imagens: Raphael Barbosa

Gênero: Documentário

Ano de produção: 2011 / 2012

Nacionalidade: Brasil

Idiomas: Libras / Português

Legenda: Português / Janela de Libras

Duração: 33 min

Vídeo-documentário disponível em:  www.webtvjuazeiro.uneb.br/?p=1721

(Este é um Trabalho de Conclusão do Curso de Comunicação Social – Jornalismo em Multimeios dos estudantes Raphael Barbosa e Tiago Crateús, orientado pela professora Fabíola Moura da Universidade do Estado da Bahia).

terça-feira, 30 de julho de 2013

I Seminário Regional de Educação e Inclusão da Pessoa Surda

I Seminário Regional de Educação e Inclusão da Pessoa Surda - Dracena SP


Dias 04, 05 e 06 de Outubro de 2013.

Dia 04 - Abertura: 19h00
Dia 05 - 08h00 ás 12h00 e das 14h00 ás 17h00
Dia 06 - 08h00 ás 12h00 e das 14h00 ás 16h00

Local: Salão dos Vicentinos

Rua Ipiranga nº 2674 - Jardim Jussara - Dracena SP.

Certificado 30 horas.


Palestrantes confirmados:

Marco Arriens
Antônio de Abreu
Thiago Bordignon
Messias Ramos
Arlete de Paula
Suliane Kelly
José Ednilson

Inscrições: inscricaoseminariodracena@yahoo.com.br

R$ 60,00 - Profissionais, Familiares, Interessados em Geral.
R$ 50,00 - Acadêmicos
R$ 15,00 - Surdos

Trabalhos científicos no Seminário

 Serão aceitos trabalhos científicos na Modalidade Poster

As inscrições de trabalhos serão realizadas exclusivamente pelo e-mail trabalhosseminarioaasat@gmail.com  mediante o envio do resumo até o dia 10/09/2013.



Regras Gerais para apresentação de trabalhos

Para inscrever um trabalho em forma de pôster, é necessário que os autores esteja inscrito no Seminário.

Apresentação do Resumo
O resumo do relato de experiência com educação de surdos deverá ser formatado de acordo com as regras descritas a seguir:
§  Título em negrito, centralizado e maiúsculo;
§  Logo abaixo do título à direita, identificação do(s) autor(es), máximo de três autores, e abaixo a identificação da instituição por extenso e sigla.
§  Inserir contato (e-mail) de pelo menos um dos autores ao final do trabalho;
§  Se houver agência financiadora incluir abaixo da instituição;
§  O corpo do resumo deve apresentar a justificativa ou o problema objeto do relato de experiência e a fundamentação teórica; os objetivos; a metodologia e os resultados.
§  O texto deve ser digitado em Word, extensão doc, com fonte Times New Roman, tamanho 12, espaço simples e justificado, margens superior, inferior, direita e esquerda de 3 cm, e formatado em tamanho de papel A4.
§  Ao citar fontes bibliográficas no resumo, informar a referência no final do mesmo;
§  O resumo deverá ter o mínimo de 200 e um máximo de 250 palavras, excluindo fontes bibliográficas.
§  Os resumos devem contemplar a temática do evento, qual seja: Educação e Inclusão de surdos e Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).


Normas para Apresentação de Trabalhos (PÔSTER)
Os pôsters serão apresentados em ambiente próprio, mediante programação anunciada com antecedência.
As dimensões do pôster deverão ser: 90 centímetros de largura por 1,20 metros de altura, em formato vertical. 
§  É obrigatório que o título do trabalho no pôster seja o mesmo do título do resumo enviado à Coordenação do Seminário.

Aceitação de trabalhos:
§  Os inscritos serão informados por e-mail sobre a aceitação ou recusa dos trabalhos inscritos, de acordo com os critérios da comissão cientifica;
As cartas de aceite dos trabalhos aprovados serão enviadas por e-mail até 15 de setembro de 2013.



Outras informações sobre os trabalhos científicos poderão ser obtidas pelo email  andresa.vaniele@gmail.com  ou telefone  (17) 9701-6228



terça-feira, 23 de julho de 2013

Filme: Como estrelas na Terra - Toda criança é especial


Filme: Como estrelas na Terra - Toda criança é especial!!





O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade. 

Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança, ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é "Disciplinar Cavalos Selvagens". De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria. 

Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava . Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e suas próprias limitações, passa a ver a dentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante. 

Na escola onde Ishaan estudava, os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme "Como Estrelas Na Terra o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los. O educador consegue mobilizar a escola a respeito da diversidade que existe na sala de aula, mostrando que é possível fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade de aprendizagem a partir da compreensão e do incentivo do educador. 

O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros. A dislexia é uma doença que está longe de ser solucionada, e o que salvou o garoto não foi a descoberta da doença, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença. Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas deficiências são colocados em escolas normais e infelizmente as escolas regulares e os professores não estão preparados para essa mudança. 

Torna-se necessário que os futuros educadores saibam lidar com esses problemas no contexto escolar, para poder encontrar meios e soluções para trabalhar com essa e as demais deficiências.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO -
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/20287/resenha-critica-do-filme-como-estrelas-na-terra-toda-crianca-e-especial#ixzz2Ub5Xv2jZ

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Filme Vermelho como o Céu



       Filme: Vermelho como o céu - Deficiência Visual



      Mirco Balleri é um garoto comum de 10 anos de idade que adora cinema e vive em uma pequena cidade italiana, nas proximidades de Pisa. Vive uma vida comum de um garoto nessa idade, quando em uma de suas peraltices resolve brincar com a arma de seu pai e um grave acidente faz com que perca grande parte de sua visão.
       Nessa premissa de um garoto recém cego, acrescente também um fator histórico da Itália dos anos 70, em que crianças portadoras de deficiência visual eram obrigadas a estudar em escolas especiais, e por conta disso o garoto ainda é segregado do convívio com seus pais e amigos, para viver em um internato em Gênova. Pra ajudar um pouco mais o internato segue uma educação profissionalizante e limitada, pois o diretor da escola especial coloca regras rígidas de que a cegueira deve guiar o que a criança ainda poderá fazer da vida.
       Este é o ponto de partida desse belo filme, que faz uma tentativa singela de tratar sobre superação com poesia. O garoto Mirco não abandona sua paixão por cinema, mas ao encontrar um gravador passa a colecionar e editar sons para montar histórias sonoras. Aprende que ao tremular uma bandeja consegue um som de trovão, ou que assoviar em uma garrafa remete ao vento e com o apoio de coleguinhas do internato começam a criar um mundo de novas possibilidades.
      Em uma bela cena Mirco descreve a um menino cego de nascença, chamado Felice, sobre como seriam as cores. Segundo ele, o Azul é como sentir o vento bater em seu rosto ao andar de bicicleta; marrom é como o tronco de uma árvore. E o vermelho é o fogo; vermelho é como fica o céu no pôr do sol.
        Enfim, não é apenas sobre superação que esta história conta, mas principalmente sobre a possibilidade de caminhos para não sentar à sombra da vitimização e colher as dores de amargura que isso pode trazer à alma. Auto-vitimização é um sentimento que cresce, e quanto mais vai sendo alimentado, passa a ser paralisante e pode nos deixar limitados à infelicidade. Aliás, por mais trágico que tudo possa ser sempre vai existir outro sentido, mas às vezes nos falta a pureza de criança pra acreditar que realmente é possível utilizá-lo.
    Detalhe, ainda, que o filme conta a história real de Mirco Mencacci, um dos mais importantes editores de som da indústria cinematográfica italiana.
      Nos faz pensar como escolher o significado do Vermelho pode ser feito no caminho de uma eterna tragédia ou num belo recomeço com Céu ao nascer do sol…

 Referências: http://liga7arte.wordpress.com/2012/04/16/vermelho-como-o-ceu/


 
DADOS DO FILME:

Diretor: Cristiano Bortone 
Áudio: Italiano 
Legendas: Português 
Duração: 96 min. 
Qualidade: DVDRip 
Tamanho: 1.09 GB

terça-feira, 28 de maio de 2013

Surdocegueira



               A Surdocegueira se caracteriza pela associação das perdas, parcial ou total, dos sentidos da visão e audição em um mesmo indivíduo. As pessoas que apresentam essa condição possuem, em maior ou menor nível, problemas de comunicação, informação e mobilidade, dependendo da etiologia da Surdocegueira; da época de aquisição e a intensidade de cada uma das perdas sensoriais (visão e audição), bem como do ambiente sócio-cultural e recursos de atendimento clínico, escolar e outros serviços que esses indivíduos e suas famílias necessitam.

                 Dependendo da etiologia, a Surdocegueira poder estar associada a outros comprometimentos de ordem mental e física.


       Vídeo Informativo do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES)


            Causas que podem levar a Surdocegueira:

ü  Pré–natais
§  AIDS
§  Herpes
§  Rubéola
§  Citomegalovírus
§  Sífilis
§  Toxoplasmose
§  Abuso de drogas pela mãe
§  Hidrocefalia
§  Microcefalia

ü  Prematuriedade

ü  Pós-natais
§  Asfixia
§  Encefalites
§  Traumatismo craniano
§  Meningites
§  Derrame cerebral

ü  Síndromes genéticas
§  Marfan
§  Shprintezen
§  Osteogênese imperfeita
§  Sticckler
§  Alstron
§  Disostose Mandíbulo Facial
§  Kearns-Sayre
§  Morquio
§  Bardet Biel
§  Carpenter
§  Halligren
§  Homocistinúria
§  Meckel-Gruber
§  Apert
§  Down
§  Usher
§  Hallermann-Streiff
§  Trissomia
§  Albinismo
§  Goldenhar
§  Weil marchesani
§  Flyn Air
§  Schwartz Jampel
§  Cockaune
§  West
§  Waasrdenburg

CLASSIFICAÇÃO

            A combinação de diferentes fatores, que levam indivíduos à condição de surdocego, não permite que seja traçado um perfil único desses sujeitos em função de suas necessidades tão distintas, tanto quanto de suas potencialidades e habilidades.
A Surdocegueira possui duas classificações importantes que determinarão os procedimentos necessários para a intervenção educacional: sensorial e linguística.

ü                                    Do ponto de vista sensorial, os surdocego podem pertencer a quatro grupos:
§  Aqueles que são surdos e cegos;
§  Aqueles que são surdos e possuem baixa visão;
§  Aqueles que possuem perda auditiva e cegueira; e
§  Aqueles que fazem uso de resíduo auditivo e visual.

            Muitas pessoas consideradas surdocegas podem ter visão suficiente para se mover em seus ambientes, reconhecer pessoas, familiares, ver a língua de sinais a uma pequena distância e, talvez, ler a escrita ampliada. Outras têm audição suficiente para reconhecer sons familiares, entender alguma fala ou desenvolver a língua oral.

ü                                     Do ponto de vista linguístico os surdocego podem ser:

§  Pré-linguístico: quando a Surdocegueira ocorre por causa congênita ou anterior a aquisição da fala.
§  Pós-linguísticos: quando a pessoa adquiriu a Surdocegueira após a aquisição de uma língua, seja oral ou de sinais.

            Os problemas que decorrem da privação dos dois canais sensoriais (visão e audição) presente desde o nascimento de uma criança podem levar a:
§  Percepção distorcida do mundo;
§  Dificuldade em antecipar eventos futuros ou o resultado de suas próprias ações;
§  Privação de muitas motivações extrínsecas;
§  Possibilidade de serem rotulados como “retardados” ou “emocionalmente perturbados”;
§  Necessidade de habilidades específicas para se comunicar significamente com seu ambiente; e
§  Dificuldade extrema em estabelecer e manter relações interpessoais.
          
           Crianças surdocegas de etiologia congênita não aprendem a se comunicar de forma simbólica por si mesmas. Elas dependem da capacidade do parceiro de interação em interpretar e responder às suas formas pré-verbais de expressão de forma coerente e perceptível para as mesmas.       
         
             Já os surdocegos pós-linguísticos deverão:
§  Aprender novas formas de se comunicar ajustadas à sua capacidade perceptiva;
§  Ter apoio psicossocial;
§  Fazer uso de técnicas para as atividades de vida diária; e
§  Dispor de serviços de guia-intérprete.

INTEGRAÇÃO SENSORIAL

            Ainda que o termo surdocego possa sugerir a ausência total de visão e audição, muitas crianças possuem resíduos em ambos sentidos, mas ainda apresentam dificuldade em processar as informações que chegam por essas vias, bem como de outros sentidos. Crianças com privação dos canais auditivo e visual podem apresentar problemas com o equilíbrio, movimentos limitados e hiper ou hipossensibilidade tátil. As informações apreendidas por meio dos canais sensoriais de distância – visão e audição – prejudicados, precisarão ser apoiadas por outras recebidas pelos sentidos remanescentes mais próximos como o tato, olfato, paladar, bem como dos sentidos esquecidos: vestibular, responsável pelo equilíbrio e proprioceptivo, responsável pela posição do corpo no espaço.
            O tato, quase sempre, será o principal canal de entrada das informações  que vêm do ambiente para a pessoa surdocega; suas mãos será o instrumento de comunicação por intermédio do qual poderá estabelecer relações com pessoas ao seu redor. Entretanto, o sentido tátil tem sua própria limitação fisiológica no que diz respeito à percepção do todo do objeto; aos conceitos de perspectiva; e das relações de tamanho e descrições visuais para quem nunca teve visão.
            Para outros, o tato será o sentido que complementará as informações captadas pelos resíduos visual e/ou auditivo.


FORMAS DE COMUNICAÇÃO

            As formas de comunicação utilizadas com os surdocegos dependem, entre outros aspectos, do nível de interação que eles estabelecem com seus pares e da existência de resíduo visual ou auditivo. Elas incluem o uso de objetos de referência (objetos de vida real ou concreto), cartões com parte desse objeto ou com a representação gráfica do mesmo, bem como fotos, gestos (representação motora de uma ação) para promover o desenvolvimento da comunicação com surdocegos pré-linguísticos.
            Com os surdocegos pós-linguísticos as formas de comunicação podem ser divididas em alfabéticas e não alfabéticas ou sinalizados:

ü  Sistemas alfabéticos:
§  Datilológico ou manual (visu-espacial; visual-tátil; tátil nas palmas das mãos).



§  Escrita na palma das mãos.



ü  Sistemas sinalizados:
§  Língua de Sinais (em campo visual, curta distância e tátil).



ü  Sistemas baseados na Língua Oral:
§  Língua Oral amplificada.
§  Tadoma.



ü  Sistemas baseados em códigos de escritas:
§  Escrita com caracteres comuns em tinta



     §  Escrita em Braille.




SUGESTÕES DE FILMES QUE ABORDAM A SURDOCEGUEIRA:



 
              VÍDEOS QUE ABORDAM A SURDOCEGUEIRA: