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terça-feira, 28 de maio de 2013

Surdocegueira



               A Surdocegueira se caracteriza pela associação das perdas, parcial ou total, dos sentidos da visão e audição em um mesmo indivíduo. As pessoas que apresentam essa condição possuem, em maior ou menor nível, problemas de comunicação, informação e mobilidade, dependendo da etiologia da Surdocegueira; da época de aquisição e a intensidade de cada uma das perdas sensoriais (visão e audição), bem como do ambiente sócio-cultural e recursos de atendimento clínico, escolar e outros serviços que esses indivíduos e suas famílias necessitam.

                 Dependendo da etiologia, a Surdocegueira poder estar associada a outros comprometimentos de ordem mental e física.


       Vídeo Informativo do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES)


            Causas que podem levar a Surdocegueira:

ü  Pré–natais
§  AIDS
§  Herpes
§  Rubéola
§  Citomegalovírus
§  Sífilis
§  Toxoplasmose
§  Abuso de drogas pela mãe
§  Hidrocefalia
§  Microcefalia

ü  Prematuriedade

ü  Pós-natais
§  Asfixia
§  Encefalites
§  Traumatismo craniano
§  Meningites
§  Derrame cerebral

ü  Síndromes genéticas
§  Marfan
§  Shprintezen
§  Osteogênese imperfeita
§  Sticckler
§  Alstron
§  Disostose Mandíbulo Facial
§  Kearns-Sayre
§  Morquio
§  Bardet Biel
§  Carpenter
§  Halligren
§  Homocistinúria
§  Meckel-Gruber
§  Apert
§  Down
§  Usher
§  Hallermann-Streiff
§  Trissomia
§  Albinismo
§  Goldenhar
§  Weil marchesani
§  Flyn Air
§  Schwartz Jampel
§  Cockaune
§  West
§  Waasrdenburg

CLASSIFICAÇÃO

            A combinação de diferentes fatores, que levam indivíduos à condição de surdocego, não permite que seja traçado um perfil único desses sujeitos em função de suas necessidades tão distintas, tanto quanto de suas potencialidades e habilidades.
A Surdocegueira possui duas classificações importantes que determinarão os procedimentos necessários para a intervenção educacional: sensorial e linguística.

ü                                    Do ponto de vista sensorial, os surdocego podem pertencer a quatro grupos:
§  Aqueles que são surdos e cegos;
§  Aqueles que são surdos e possuem baixa visão;
§  Aqueles que possuem perda auditiva e cegueira; e
§  Aqueles que fazem uso de resíduo auditivo e visual.

            Muitas pessoas consideradas surdocegas podem ter visão suficiente para se mover em seus ambientes, reconhecer pessoas, familiares, ver a língua de sinais a uma pequena distância e, talvez, ler a escrita ampliada. Outras têm audição suficiente para reconhecer sons familiares, entender alguma fala ou desenvolver a língua oral.

ü                                     Do ponto de vista linguístico os surdocego podem ser:

§  Pré-linguístico: quando a Surdocegueira ocorre por causa congênita ou anterior a aquisição da fala.
§  Pós-linguísticos: quando a pessoa adquiriu a Surdocegueira após a aquisição de uma língua, seja oral ou de sinais.

            Os problemas que decorrem da privação dos dois canais sensoriais (visão e audição) presente desde o nascimento de uma criança podem levar a:
§  Percepção distorcida do mundo;
§  Dificuldade em antecipar eventos futuros ou o resultado de suas próprias ações;
§  Privação de muitas motivações extrínsecas;
§  Possibilidade de serem rotulados como “retardados” ou “emocionalmente perturbados”;
§  Necessidade de habilidades específicas para se comunicar significamente com seu ambiente; e
§  Dificuldade extrema em estabelecer e manter relações interpessoais.
          
           Crianças surdocegas de etiologia congênita não aprendem a se comunicar de forma simbólica por si mesmas. Elas dependem da capacidade do parceiro de interação em interpretar e responder às suas formas pré-verbais de expressão de forma coerente e perceptível para as mesmas.       
         
             Já os surdocegos pós-linguísticos deverão:
§  Aprender novas formas de se comunicar ajustadas à sua capacidade perceptiva;
§  Ter apoio psicossocial;
§  Fazer uso de técnicas para as atividades de vida diária; e
§  Dispor de serviços de guia-intérprete.

INTEGRAÇÃO SENSORIAL

            Ainda que o termo surdocego possa sugerir a ausência total de visão e audição, muitas crianças possuem resíduos em ambos sentidos, mas ainda apresentam dificuldade em processar as informações que chegam por essas vias, bem como de outros sentidos. Crianças com privação dos canais auditivo e visual podem apresentar problemas com o equilíbrio, movimentos limitados e hiper ou hipossensibilidade tátil. As informações apreendidas por meio dos canais sensoriais de distância – visão e audição – prejudicados, precisarão ser apoiadas por outras recebidas pelos sentidos remanescentes mais próximos como o tato, olfato, paladar, bem como dos sentidos esquecidos: vestibular, responsável pelo equilíbrio e proprioceptivo, responsável pela posição do corpo no espaço.
            O tato, quase sempre, será o principal canal de entrada das informações  que vêm do ambiente para a pessoa surdocega; suas mãos será o instrumento de comunicação por intermédio do qual poderá estabelecer relações com pessoas ao seu redor. Entretanto, o sentido tátil tem sua própria limitação fisiológica no que diz respeito à percepção do todo do objeto; aos conceitos de perspectiva; e das relações de tamanho e descrições visuais para quem nunca teve visão.
            Para outros, o tato será o sentido que complementará as informações captadas pelos resíduos visual e/ou auditivo.


FORMAS DE COMUNICAÇÃO

            As formas de comunicação utilizadas com os surdocegos dependem, entre outros aspectos, do nível de interação que eles estabelecem com seus pares e da existência de resíduo visual ou auditivo. Elas incluem o uso de objetos de referência (objetos de vida real ou concreto), cartões com parte desse objeto ou com a representação gráfica do mesmo, bem como fotos, gestos (representação motora de uma ação) para promover o desenvolvimento da comunicação com surdocegos pré-linguísticos.
            Com os surdocegos pós-linguísticos as formas de comunicação podem ser divididas em alfabéticas e não alfabéticas ou sinalizados:

ü  Sistemas alfabéticos:
§  Datilológico ou manual (visu-espacial; visual-tátil; tátil nas palmas das mãos).



§  Escrita na palma das mãos.



ü  Sistemas sinalizados:
§  Língua de Sinais (em campo visual, curta distância e tátil).



ü  Sistemas baseados na Língua Oral:
§  Língua Oral amplificada.
§  Tadoma.



ü  Sistemas baseados em códigos de escritas:
§  Escrita com caracteres comuns em tinta



     §  Escrita em Braille.




SUGESTÕES DE FILMES QUE ABORDAM A SURDOCEGUEIRA:



 
              VÍDEOS QUE ABORDAM A SURDOCEGUEIRA:




domingo, 26 de maio de 2013

Filme: Black




            Michelle McNally (Rani Mukherjee) é uma garota que perdeu a visão e audição alguns meses depois do seu nascimento e passa a viver em um mundo negro onde está isolada na escuridão de sua própria existência, presa por sua incapacidade de ver, ouvir e se expressar. Seus pais desesperados com a situação da sua filha contrata o professor Debraj Sahai (Amitabh Bachchan) que é idoso e alcoólico e que trabalha com surdos e cegos e têm métodos pouco convencionais para ensinar seus alunos, porém sempre visando benefícios a longo prazo. Muitos anos depois, Michelle já aprendeu bastante, tornando-se mais relaxada e expressiva, e é capaz até de dançar e habilmente, por sinal. Debraj convence o diretor de uma universidade para conceder-lhe uma entrevista e ela passa, tornando a primeira pessoa surda-cega a estudar naquela universidade. Infelizmente nem tudo são flores! Debraj desenvolve a doença de Alzheimer e lentamente, ele se esquece de tudo, incluindo todas as palavras e seus significados. A primeira metade do filme é uma adaptação da autobiografia de Helen Keller - A HISTORIA DA MINHA VIDA, livro que inspirou o filme O milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker).




Resenha Do Filme “Black”

     O filme Black que é baseado nas decisões humanas na delicadeza de uma pessoa deficiente com uma pitada de carinho, educação e adaptação na sociedade. Na historia de uma família anglo-indiana católica chamada McNallys, cuja filha mais velha, Michelle, ficou surda e cega após uma doença que teve quando tinha meses de idade.
        Ela cresce sem conseguir se comunicar com o mundo, e seus pais não conseguem, e não sabem como educá-la. Quando nasce a filha mais nova, Sara, as dificuldades aumentam ainda mais pela diferença de ambas e Michele começa a sentir ciúmes da sua irmã sara pelo carinho extremo dos pais. Como a ultima saída, a Sra. McNally escreve para uma escola especializada em educação de crianças cegas e surdas, e a escola encaminha Debraj Sahai, que tem a missão de ensinar Michelle a se comunicar com o mundo. Ela trata ele de modo violento, assim como todos que tentam se aproximar dela. Mas ele com muito esforço e persistência consegue criar uma via de comunicação com Michelle que até então vivia na escuridão, num mundo negro, ‘black’. Ele conquista a confiança da mãe, e principalmente do pai que insistia em acreditar q aquele trabalho desenvolvido por Sahai fosse possível. Então passa a viver com eles.  Michelle cresce tendo Sahai como professor, amigo e companheiro, e todos admiram sua desenvoltura, apesar dos problemas. Ambos então resolvem que      
          Michelle deve se tornar uma Universitária. Ela é avaliada por uma banca de professores, e é aceita para cursar o Bacharelado em Artes. Nesse novo ambiente, os desafios se multiplicam.
       Mas Sahai e Michelle formam uma equipe e os dois procuram superar cada obstáculo com a esperança de que cada sentença aprendida lance luz no mundo interior de Michelle. Michelle é reprovada em três anos seguidos, pensa em desistir, mas, e convencida por Sahai a continuar. Tudo parecia bem, até que Sahai começa a ter falhas de memória. Os esquecimentos se tornam frequentes, e de repente ele some da vida de todos. Michelle o procura por anos, e dessa vez sua solidão tem somente a companhia de Deus. 
        E onde ela consegue com o esforço de tantas vindas e idas no descore de sua faculdade termina a faculdade com alegria e triste sem poder ter o privilegio do seu professor vela formada depois de 40 anos estudando. Em seu discurso ela descreveu com seu modo o orgulho e agradecimento pelo que seus pais e seu professor fizeram em sua vida
      Portanto na critica humana a forma de ensino que sue professor teve com ela ,sua didática nada convencional faria hoje em dia muitas pessoas ficariam espantadas. A na verdade de uma forma irracional me fez ver que medidas drásticas são os melhores remédios e melhores tratamentos. Onde deve se predominar a luz na vida de qualquer pessoa independente das suas dificuldades aparentes.



Título original: Black
Título no Brasil: Black
Diretor/Produtor (a): Sanjay Leela Bhansali
Editor (a): Bela Segal
Roteiro original: Bhavani Iyer/Sanjay Leela Bhansali/Prakash Kapadia
Cinematografia: Ravi K. Chandran
Música de: Monty Sharma
Distribuído por: Applause Entertainment
Gênero: Drama
Duração: 01h 59min
País de origem: India
Linguagem: Hindi
Ano de lançamento:  2005

Elenco

Amitabh Bachchan ------ Como Debraj Sahai
Rani Mukherjee ------ Como Michelle McNally
Ayesha Kapoor ------ Como Jovem Michelle McNally
Shernaz Patel ------ Como Catherine McNally
Dhritiman Chaterji ------ Como Paul McNally
Nandana Sencomo ------ Como Sarah McNally
Sillo Mahava ------ Como Sra. Gomes
Mahabanoo Mody-Kotwal ------ Como Sra. Nair
Jeroo Shroff ------ Como Mrs. Brugger